Sinto uma protuberância no abdômen, o que pode ser?

setembro 29, 2009 às 6:00 am | Publicado em Uncategorized | Deixe um comentário
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1ghghmthjmEsse caroço que você sente sob a pele do abdômen tem grandes chances de ser uma hérnia abdominal. Isso significa que existe um ponto fraco na parede muscular da barriga, por onde o conteúdo da cavidade escapa devido à grande pressão do organismo.
Essa passagem pode se formar já na gestação do bebê, sendo congênita, ou ser conseqüência de um procedimento cirúrgico. A hérnia pode aparecer na virilha, na região do estômago, no umbigo (região naturalmente sem proteção muscular), perto da coxa e nas incisões de cirurgias. A mais comum, no entanto, é a primeira, que representa cerca de 75% dos casos.
As hérnias são divididas em duas categorias. Redutíveis, que são aquelas em que o tecido volta à cavidade com o relaxamento do corpo ou mesmo com auxílio manual, e irredutíveis, em que não há retorno no material extravasado. Este caso é extremamente grave, pois pode levar ao estrangulamento de órgãos que tenham escapado pelo “buraco”, impedindo o seu correto funcionamento e ocasionando sua necrose.
O tratamento pode ser feito por  cirurgia videolaparoscópica que pode ser realizado na grande maioria das hérnias. Com apenas três mínimas incisões – cortes de 5 milímetros –, os instrumentos são introduzidos no abdômen e tudo é visto por uma televisão. O médico cirurgião recoloca os tecidos de volta na posição normal e veda o buraco com uma rede de polipropileno. Dependendo do tipo da hérnia a cirurgia convencional é a principal opçaõ.
A taxa de sucesso é alta, cerca de apenas 1 a 3% dos casos de hérnia voltam a reincidir nos pacientes operados. Além disso, a recuperação é muito rápida, o tempo de internação fica em torno de seis horas apenas e em uma semana a pessoa já pode retomar suas atividades normais.

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Câncer de pâncreas

setembro 28, 2009 às 2:39 pm | Publicado em Doenças | Deixe um comentário
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1gdnO falecimento do ator Patrick Swayze trouxe à arena de discussões a agressividade do câncer de pâncreas. Esse é um dos tumores conhecidos mais letais que existem, principalmente, pela extrema dificuldade em fazer o diagnóstico, o que atrasa o início do tratamento e diminui as chances de cura.
O pâncreas faz parte do aparelho digestivo, é uma glândula responsável por produzir líquidos enzimáticos, que atuam da digestão dos alimentos, e a insulina, hormônio que controla o nível de açúcar no sangue. Ele é dividido em cabeça, corpo e cauda. O tumor costuma aparecer com mais frequencia no primeiro setor, porém pode ocorrer em qualquer um.
Como todo tumor maligno, o câncer pancreático demora alterar a função do órgão, por isso os sintomas inexistem até a doença alcançar um estágio avançado. Os principais sinais são dores abdominais, que podem se estender até as costas, emagrecimento rápido, pele e olhos amarelados (icterícia), além de fraqueza, náuseas e diarreia.
Como o câncer demora a se manifestar, o diagnóstico fica complicado, pois o pâncreas se localiza em uma área de difícil acesso e visibilidade, além de exames clínicos não serem muito eficientes na comprovação da presença do carcinoma. Com o passar do tempo, a terapia vai perdendo a eficácia, e o tratamento passa a ser apenas paliativo. A própria dor abdominal já é um sinal de que o tumor está em estágio avançado comprometendo o prognostico.
A cirurgia é a única intervenção com o objetivo de curar o paciente. Nela é feita a retirada do câncer e de parte dos órgãos vizinhos que tenham sido afetados, como o estômago, duodeno, vesícula biliar e baço. A quimioterapia e a radioterapia somente ajudam no alívio dos sintomas e a extensão do tempo de vida do paciente.  Como conclusão o diagnostico precoce é o maior aliado do sucesso do tratamento.

setembro 18, 2009 às 12:42 pm | Publicado em Uncategorized | Deixe um comentário
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banner_antena_geoMariana DuChamps agradeço muito a sua postagem de hoje no antenacwb.blogspot.com

É muito bom saber que sou escutado e que pessoas como vc tem a consciência do problema que o fumo traz.  

Qual o câncer de esôfago mais comum no Brasil?

setembro 15, 2009 às 7:21 pm | Publicado em esôfago | Deixe um comentário
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1vh,Existem dois tipos de câncer que podem acometer o tubo esofágico: o epidermóide escamoso e adenocarcinoma. O primeiro representa a grande maioria dos casos no Brasil, cerca de 96%, além disso, o tumor no esôfago está entre os dez mais comuns em nosso país.
Esse tipo de câncer é extremamente traiçoeiro, pois é assintomático no início de seu desenvolvimento. Em geral, as pessoas só descobrem que estão doentes quando o tumor já cresceu bastante e a chance de cura está diminuída. Quando aparecem, os sintomas mais comuns são a dificuldade em engolir, dor no tórax, sensação de que a comida não passa pelo esôfago, enjoos, vômitos e perda de apetite.
É importante ficar atento à presença de alguns fatores de risco para saber a necessidade de fazer a endoscopia digestiva alta, principal método de diagnóstico. Quem consome muita bebida alcoólica ou muito quente, fuma, sofre com disfunções como acalasia, esôfago de Barret, tem infecção por HPV, ou histórico de câncer de cabeça, pescoço ou pulmão precisa ficar de olho.
O tratamento pode ser feito por via cirúrgica, radioterapia ou quimioterapia, mas o mais comum é a cirurgia. Ela consiste na retirada da parte torácica do esôfago, por meio do pescoço, tórax ou abdômen, dependendo da posição do tumor. O acesso é feito com cirurgia aberta, videotorascopia ou viodeolaparoscopia, também levando em consideração onde o câncer está instalado. Após a retirada do órgão, o estômago é transformado em um tubo e conectado ao esôfago cervical.
O pós-operatório é complicado, a pessoa leva cerca de 20 dias até voltar a ingerir alimentos sólidos. Por isso, o ideal é prevenir. Evitar os fatores de risco é muito importante, além de manter uma dieta saudável, rica em frutas e legumes.

Diverticulose e diverticulite

setembro 2, 2009 às 3:57 pm | Publicado em Doenças | Deixe um comentário
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1imagesSempre em contato com bactérias e outros agentes infecciosos, o intestino está sempre exposto a várias doenças, algumas trariam problemas não fosse a própria função do órgão. É o caso da diverticulose, geralmente assintomática, mas que, ao evoluir para a diveticulite, pode ter graves conseqüências.
Diverticulose é a formação de várias bolsas na parede do intestino (divertículos), em direção ao exterior. O cólon sigmóide, parte final do intestino grosso, é onde ocorre a maioria dos casos. A causa é a deficiência de fibras na alimentação, que deixa as fezes sem a consistência adequada, aumentando a pressão dentro do tubo intestinal e facilitando a formação das bolsas.
Esse quadro é muito comum, cerca de um terço da população com mais de 50 anos de idade apresenta os divertículos. A prevalência sobe para 80% entre as pessoas com mais de 85 anos. Em geral, não há queixas, mas podem ocorrer dores na parte inferior esquerda do abdômen, prisão de ventre e leve diarréia.
Os divertículos funcionam como reservatórios, onde pequenas quantidades de fezes ficam estocadas, servindo de abrigo para bactérias. A diverticulite surge quando ocorre a inflamação do local. As dores aumentam e, junto com a constipação intestinal, vem a febre. Caso a doença se instale no lado direito do intestino, é mais comum acontecer sangramento. Existe o risco de perfuração do órgão, que pode causar inflamação generalizada na barriga.
O tratamento clínico da diverticulose envolve uma dieta rica em fibras e remédios para umedecer e aumentar o volume das fezes, facilitando a evacuação. Se o procedimento clínico não funcionar e a inflamação avançar, o paciente é encaminhado para a intervenção cirúrgica, em que o trecho do intestino comprometido pelos divertículos é retirado. Atualmente, a cirurgia pode ser feita por videolaparoscopia. As vantagens são enormes, como recuperação mais rápida e  cicatriz mínima no abdômen.

O que é a videolaparoscopia?

setembro 1, 2009 às 2:31 pm | Publicado em Uncategorized | Deixe um comentário
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aerPode-se dizer que é um dos maiores avanços na área cirúrgica nas últimas décadas. É a possibilidade de se trabalhar o interior do organismo, no abdômen, sem a necessidade de cortes grandes, que deixavam cicatrizes enormes e faziam do pós-operatório um martírio para os pacientes.
O procedimento é extremamente sutil. Uma microcâmera é introduzida na barriga pelo umbigo, por meio de um corte mínimo, de quatro milímetros. As imagens são ampliadas em alta resolução em uma televisão. Para abrir espaço para visualizar o local, é injetado gás carbônico para insuflar o abdômen.
No decorrer do desenvolvimento da técnica, vários gases foram utilizados com esta função. Todos, no entanto, apresentavam problemas aos pacientes, até que se chegou ao CO2 (fórmula química do gás carbônico). Ele não leva riscos à operação, como uma explosão, e é melhor absorvido pelo organismo, causando muito menos desconfortos no pós-operatório.
Os outros instrumentos – pinças, tesouras, cautérios – que irão auxiliar no trabalho do cirurgião são introduzidos por outras duas ou três incisões, também muito pequenas. As peças são devidamente miniaturizadas para passarem sem problemas pela pequena abertura e trabalharem dentro da cavidade.
Essa abordagem tão pouca impactante sobre o corpo tem inúmeras vantagens em relação a cirurgia tradicional. O sangramento é mínimo, em geral, nulo, pois os gases estancam o sangue. O tempo de recuperação é muito menor, logo a retomada das atividades diárias e físicas ocorre com mais precocidade. A necessidade de uso de remédios diminui consideravelmente, assim como a chance de aderência entre tecidos durante a cicatrização. Como as incisões são muito pequenas, o benefício estético também é muito maior.
Praticamente, todas as intervenções cirúrgicas no abdômen podem ser feitas por meio da videolaparoscopia. Apostar neste procedimento é assegurar mais segurança e tranqüilidade antes, durante e após a operação.

Crédito da figura: santalucia.com.br

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