A cirurgia bariátrica funciona contra a diabetes tipo 2?

outubro 19, 2009 às 8:22 am | Publicado em aparelho digestivo, Doenças | Deixe um comentário
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A medicina também tem seus casos de atirar para um lado e acertar no outro. A cirurgia bariátrica sempre foi indicada para pessoas com quadros graves de obesidade. No ano passado, entretanto, médicos italianos perceberam que os pacientes que passavam pela cirurgia que altera o trânsito interno do aparelho digestivo também apresentavam melhoras em casos de diabetes tipo 2.

A operação consiste em diminuir a capacidade do reservatório gástrico  e encurtar o caminho até o intestino delgado. E é justamente este desvio  da porção duodenal e a rapida chegada do alimento ao íleo (porção distal do intestino delgado) que tem efeito contra a doença,

Os estudos atuais são voltados para definir um protocolo padrão para cirurgias que possam ser realizadas também em magros. A ideia é que não haja a redução do estômago, mas se produza um atalho para a comida, fazendo com que ela não passe pelo duodeno e pelo jejuno, primeira porção do intestino delgado. O processo, além de diminuir a entrada de açúcares no sangue, irá estimular o pâncreas a produzir a insulina, que é deficiente em diabéticos do tipo 2.

Esse é a forma predominante da doença entre a população, cerca de 90% dos casos. As células precisam da insulina para conseguir absorver a glicose, substância que dá energia ao corpo. A diabetes significa resistência à insulina, ou seja, a pessoa doente não consegue absorver adequadamente o açúcar, que com o tempo se acumula e fica, perigosamente, em excesso.

Este trabalho será mais um marco na história da medicina, pois até o momento a diabetes era tida como uma doença sem cura, combatida somente com tratamentos paliativos. É uma esperança para milhões terem novamente suas vidas retornadas à normalidade.

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O pós-operatório da cirurgia bariátrica

outubro 15, 2009 às 7:17 pm | Publicado em aparelho digestivo | Deixe um comentário
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A cirurgia bariátrica é uma das formas de maior sucesso para combater os casos de obesidade mórbida. Mas tem um período pós-operatório rígido, em que o paciente deve seguir todas as orientações à risca. Uma operação é coisa séria, falta de cuidado na recuperação pode ter problemas graves.

O primeiro passo é traçar junto com uma nutricionista uma dieta apropriada para o paciente, atendendo às suas necessidades orgânicas diárias. Também é importante a presença de um profissional da Psicologia, pois a pessoa tem que enfrentar uma mudança brusca em seus hábitos, o que pode respingar nas relações sociais e na parte emocional.

Seguir o plano de alimentação traçado é imprescindível. O estômago está extremamente sensível neste momento e qualquer coisa pode afetá-lo seriamente. Da mesma forma, evite alimentos sólidos, enquanto o médico não autorizar, mantenha a dieta de líquidos rigorosamente. Dê tempo para o organismo se fortalecer.

Alguns sintomas devem ser sempre investigados. Se o paciente apresentar febre, deve procurar o médico para saber o que está ocorrendo. Da mesma forma quem vomita muito, não consegue comer nada sólido – após a liberação do especialista – não pode achar que isso é normal. A falta de uma digestão correta e completa leva a graves casos de desnutrição, com repercussão imediata ou futura sobre a saúde.

É importante também não mexer no dreno instalado, pois é o mecanismo de monitorar o estomago reduzido  diagnosticando complicações precoces.  Se ele sair do lugar, corra para o hospital imediatamente. Não tente arrumar as coisas por conta própria, isso pode gerar um retardo no diagnostico de as coisas não estão indo bem.

Esses são apenas alguns pontos que devem ser lembrados para evitar que mais pacientes tenham de voltar para o hospital por causa de descuidos tão simples. Caso sinta que há algo errado, nunca deixar de consultar o médico, seja sério ou não. Ele está lá para ajudar, sempre e é  o melhor amigo nessas horas.

Fumar faz mal ao sistema de digestão?

julho 21, 2009 às 5:05 pm | Publicado em aparelho digestivo, Doenças | Deixe um comentário
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dhrOs males causados pelo fumo são muito bem conhecidos por todos e exaustivamente divulgados pelos meios de comunicação. O que muitos não sabem é que o cigarro afeta e pode causar doenças gravíssimas em vários sistemas e órgãos, não só àqueles ligados à respiração. O aparelho digestivo é, com certeza, um dos mais prejudicados.
O esôfago é uma das principais vítimas. Entre ele e o estômago existe uma válvula muscular que impede que o líquido estomacal volte para o órgão anterior, o chamado refluxo. O uso do cigarro enfraquece esse músculo, o que facilita o contato do ácido gástrico com a mucosa esofágica por mais vezes e por um tempo prolongado, cujo resultado é extremamente negativo.
Há estudos que mostram que o tabagismo induz a ida de sais biliares do intestino para o estômago, tornando o suco deste ainda mais nocivo. Mas antes de tudo isso, a fumaça já está atacando diretamente a saúde da mucosa do esôfago, então ele recebe os golpes dos ácidos digestivos já enfraquecido.
O fumo também facilita a infecção do indivíduo pelas bactérias H. pylori, envolvidas em cerca de 95% dos casos de úlceras. Os fumantes apresentam maior dificuldade para cicatrização das feridas, que passam a aparecer com mais frequência. Além disso, a produção de ácido estomacal aumenta, induzido pelo fumo.
E não para por aí. O funcionamento do fígado se altera e ele encontra mais dificuldades em processar substâncias como álcool e drogas, entre outros elementos tóxicos.
Esses são alguns poucos exemplos de problemas que podem ocorrer em quem fuma. Por isso, a sugestão é a mesma de sempre para quem gosta de sim mesmo: não fume.

Refluxo

julho 20, 2009 às 3:54 pm | Publicado em aparelho digestivo, Doenças | Deixe um comentário
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gnjhrfjrO refluxo acontece quando os mecanismos de contenção dos líquidos estomacais não funcionam corretamente. Entre o esôfago e a entrada do estômago existe uma espécie de válvula muscular (esfíncter funcional) que tranca a entrada e impede o bolo alimentar de voltar ao esôfago.
Devido a fraquezas ou disfunções musculares, o estômago – que fica no abdômen – se desloca em direção ao tórax e forma a chamada hérnia de hiato. Aí está a aberta a passagem para o suco gástrico subir para outros órgãos do aparelho digestivo, sem a sensação de enjoo ou vômito. Como o líquido estomacal é extremamente ácido, as mucosas do esôfago e da boca reagem e ficam inflamadas e irritadas, o que origina a chamada Doença do Refluxo Gastroesofágico.
Os sintomas são azia, queimação e dor no tórax. Dependendo da agressão sobre o esôfago, o desconforto é tão intenso que parece que a pessoa está infartando. Também pode ocorrer tosse seca, caso o refluxo atinja a laringe.
Existem vários procedimentos importantes a serem adotados para prevenção. A obesidade é um quadro que favorece a ocorrência de refluxo, assim como o uso de roupas apertadas, pois aumentam a pressão abdominal. Também se deve ter cuidado com alimentos ricos em cafeína (café, chás preto e mate), chocolate, molho de tomate, comidas ácidas, e bebidas alcoólicas e gasosas.
A terapia, muitas vezes, é a mudança de comportamento que englobe os cuidados que citei anteriormente junto com o uso de medicamentos. Já em casos mais graves, quando o paciente não aceita ou não responde ao tratamento, o recurso é a cirurgia, que irá “consertar” a válvula antirrefluxo. O procedimento pode ser convencional ou por meio da vídeo laparoscopia, que é menos invasiva e com ótimos resultados. O método, entretanto, fica a critério do médico.

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